Fisioterapia, pilates e movimentos

Se tem algo nessa vida que eu não acredito é em fisioterapia e minha descrença nada tem a ver com o profissional que trata das lesões e sim no sistema, já deveras ultrapassado das clínicas de reabilitação motora aliado aos humilhantes honorários pagos aos fisioterapeutas, que fazem com que as salas fiquem constantemente abarrotadas de pessoas precisando de atendimento.

Já passei por quatro clínicas diferentes em 5 anos e se tem uma coisa que eu aprendi é que se o estabelecimento não atola as salas de pacientes, ele está fadado a fechar (favor insira aqui xingamentos direcionados, mais uma vez, aos planos de saúde)! Destes 4 lugares só gostei dos serviços de um - e sim, foi o lugar que faliu por ter colocado um número razoável de pacientes pra cada fisioterapeuta. Para elucidar o quão ruim, bosta e inútil as seções de fisioterapiam eram pra mim, basta dizer que em uma determinada clínica (na qual tive a infelicidade de criar expectativas quanto a um mínimo que fosse de melhora nos movimentos de meu braço) existiam duas salas para o tratamento das lesões dos pacientes medindo uns 50m² cada, e aí direcionavam o paciente para a sala A, caso a pessoa fosse do sexo feminino ou pra sala B, se o oposto.Pois bem, pensem agora que de tão cheias estas salas, eu ficava em uma terceira sala, a sala LIMBO, onde não existia absolutamente nenhuma outra forma de vida além da minha e outros 3 ou 4 pacientes. Então lá eu ficava por uma hora criando exercícios prar mim mesma enquanto esperava pacientemente que minha fisioterapeuta me desse alguma instrução por mais de dois minutos. Até que um dia me cansei daquela palhaçada e não apareci mais. Eles estavam tão preocupados, que nem se importaram em tentar entrar em contato comigo para saber se eu não tinha sido abduzida ou morri ou algo do tipo.
Foi aí que eu decidi não fazer mais fisioterapia (isso e eu ter mudado de plano... hehehe) e em 2009 comecei a fazer pilates... Ah, o pilates! Tá aí algo que eu recomendo TOTALMENTE a qualquer pessoa, seja a uma criança de 10 anos ou um idoso de 103 anos!

Infelizmente saí do pilates em junho do ano passado, o que significa que todos esses meses de quimioterapia e minha melhora não foram acompanhados de nenhum tratamento pra me ajudar a ganhar mais movimentos. Ao virar do ano, me agarrei a aquela famigerada frase "Ano novo, vida nova" e dia 1º de fevereiro voltei não só ao pilates como resolvi dar uma sexta chance à fisioterapia. Não pude ser mais feliz em minha escolha!

Depois de cinco anos sem conseguir sequer baixar o braço direito pra que fique rente ao corpo, na minha terceira sessão de fisioterapia, eis que consigo fazer isso aqui:

Ainda numa posição bem tronxinha, mas aos poucos vou melhorar, prometo! =)

Antes esse simples movimento era considerado por mim impossível de ser feito e nessa foto eu consegui fazê-lo! Fiquei tão feliz que comecei a chorar. Chorei o caminho inteiro pra casa, passando vergonha no meio da rua. Mas a felicidade era tanta que eu não consegui me conter. Quando cheguei em casa e meu pai abriu a porta pra mim, tomou um susto enorme ao me ver com a cara toda vermelha de choro e alegria. hahaha

Aí no outro dia no pilates, eu consigo fazer esse exercício:

Abaixa, levanta, abaixa, levanta, abaixa...

Estou tããããããão feliz que vocês nem imaginam! Minha única reclamação é que meu plano de saúde só libera quatro sessões de fisioterapia por guia. Minha gente, sério, QUATRO sessões não dão pra nada!!!!

Pra terminar esse post, todos os fisioterapeutas com quem já conversei foram bem sinceros comigo, sempre me explicavam que seria bastante difícil eu ganhar os movimentos de rotação do braço ou de abdução de novo, mas que tentariam o máximo possível e cá estou eu em apenas três sessões de fisioterapia e menos de um mês de pilates já conquistando alguns mínimos movimentos a mais. O que quero passar com o post de hoje, em especial pra todos os "desmoideanos", é que não desistam e não deixem de acreditar em vocês! Por mais que a situação pareça complicada, continuem lutando!

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